21/07/2010

Entrevista- Ana Cristina Melo

Oi, gente!


Tudo certinho?


Sempre que posso, trago uma entrevista para vocês aqui no Ediverdade, certo? E hoje, tenho a honra de trazer a escritora do livro  Caixa de Desejos, Ana Cristina melo! Quem ainda não leu a resenha sobre  Caixa de Desejos, sugiro que clique AQUI!


Ana Cristina me atendeu carinhosamente! Obrigada Ana!

Então, vamos ao que realmente interessa? 


Sentadinhos na poltrona ou deitadinhos na caminha, espero que curtem a entrevista que foi feita com muito carinho, especialmente para vocês, meus leitores queridos!



01- Quais livros marcaram sua infância e adolescência?

Ana: Não tive influências da época de infância, pois elas vieram todas na fase adulta, mas posso dizer que um livro que me marcou na infância foi “A bruxinha que era boa”, de Maria Clara Machado. Pude viver literalmente esse texto, porque o encenei na escola, ainda no primário. Depois, me encantei pelos livros do Marcos Rey e vários outros da coleção Vaga-lume. Depois conheci a Emília e toda turma do Sítio, e não esqueci jamais.

Na adolescência, meu tempo foi tomado pelas leituras técnicas (de Informática), pois aos quinze anos eu já trabalhava como professora na área. Então, para relaxar, me deleitava com Danielle Steel e Sidney Sheldon.

Chegando à fase adulta, descobri Fernando Sabino, Machado de Assis, Clarice Lispector e Lygia Bojunga, autores por quem sou apaixonada.

02- Como você começou a escrever?

Ana: Escrevo desde menina, quando tinha nove anos. Parei durante muito tempo, em razão da Informática, mas retomei com força há cerca de seis anos.

Minha filha havia acabado de nascer e eu estava vivendo esse momento de uma forma muito plena. Quando retornei da licença maternidade, percebi que minha profissão não estava me dando essa plenitude. É como se eu tivesse voltado com a visão dilatada. Não precisou muito para eu entender que a parte distorcida que eu começava a enxergar era que me faltava a literatura. Faltava eu me entregar a ela e, principalmente, à escrita, resgatando a paixão adormecida.

03- Como nascem suas histórias e personagens?

Ana: Eu tenho por hábito escrever mesmo quando não estou escrevendo. Explico. Quando ando pelas ruas, enquanto faço uma refeição (se estiver só) ou em vários outros momentos do cotidiano, deixo minha mente entrar num outro plano, em que as percepções estão mais aguçadas. Assim, surgem as ideias ou os fragmentos de histórias, que logo corro e anoto no meu caderninho inseparável.

Já meus personagens têm vontade própria (rs). Normalmente, eu não os planejo, apenas deixo que eles se apresentem e se revelem para mim. E assim tem dado certo.

04- Como foi o processo de criação do livro Caixa de Desejos?

Ana: Por eu ter outra profissão, fico com o horário muito reduzido para a literatura, contando que ainda preciso de tempo para dar atenção à minha família. Então, normalmente, uso a hora do almoço, em que me refugio na nova Biblioteca da ABL, e o trajeto de casa para o trabalho e o final da noite.

Algo que é interessante saber é que eu escrevo à mão, com caderno e caneta, que são cuidadosamente escolhidos na minha fábrica de doces – a papelaria (rs).

Na prática, para o livro Caixa de Desejos, relacionei meus personagens, suas idades e características, em que tempo a história se passava, e em que espaço. Faço isso, mesmo que não use explicitamente no texto, mas eu preciso saber. Depois, foi encontrar a primeira frase, para deixar que ela me conduzisse pelos caminhos da história.

05- Você se inspirou em alguém para criar a personagem Marília?

Ana: A Marília não foi inspirada em ninguém, mas devo confessar que, inconscientemente, emprestei a ela algumas características da menina Ana Cristina, principalmente a paixão pelos livros. 

06- Caixa de Desejos terá continuação?

Ana: Pois é, quando escrevi Caixa de Desejos, a história para mim estava encerrada. Mas os leitores sentiram falta de acompanhar essa nova fase da Marília e da Francine. Então, elas são tão especiais, que “me disseram” que topam continuar contando a vida delas. Dessa forma, sim, teremos a continuação de Caixa de Desejos.

07- Caixa de Desejos está sendo muito bem avaliado. Como você se sente, sabendo que além das crianças, os jovens e adultos também curtem a estória de Marília?

Ana: Nossa, isso tem sido uma grande felicidade. Quando escrevi Caixa de Desejos, me propus trabalhar uma linguagem atemporal e falar de um tema que toca a todos: os sonhos. Saber que tudo que eu desejei passar está sendo captado pelo leitor, sem distinção de idade, nem de sexo, foi o grande reconhecimento que recebi.

08- Você acha que os jovens brasileiros estão lendo cada vez mais e estão mais críticos em relação ao que leem?

Ana: Acho, sim, que eles estão lendo mais. Tivemos um hiato nessa relação autor-leitor, devido à atração que a televisão, o vídeo-game e a internet trouxeram. Mas, aos poucos, os jovens foram percebendo que, primeiro, dá para conciliar todas essas diversões, extraindo o mais prazeroso de cada uma; e, segundo, ler um livro é uma experiência maravilhosa e única. O que o livro provoca em um leitor não é o mesmo que provocará em outro.

Agora, para que os jovens se tornem mais críticos é preciso ler mais. A diversidade e a quantidade levam a perceber os níveis de qualidade de uma obra.

09- Qual ou quais livros você está lendo no momento?

Ana: Normalmente leio vários livros ao mesmo tempo. Tento ler um livro de contos que me permita leituras fragmentadas, um romance, um infantojuvenil e um de teoria.

Então, atualmente estou lendo: A dama e o cachorrinho, de Anton Tchékov, Paisagem com Dromedário de Carola Saavedra, Meu pai não mora mais aqui, de Caio Riter e De Lobato a Bojunga, de Laura Sandroni.

10- Para finalizar, qual a dica você
dá para quem deseja escrever um livro?

Ana: Quem quer escrever, precisa antes ler muito. Ler, primeiro, um pouco de todos os gêneros. Ler teoria literária, e aperfeiçoar a leitura crítica, que desconstrói o texto, que mostra as soluções de cada autor e o seu estilo. E, principalmente, ler os contemporâneos. Não dá para ser um escritor sem saber o que está sendo produzido colateralmente.

Importante também é escrever sempre, todo dia, mesmo que seja só um pouquinho. Depois, participar de concursos literários, pedir a leitura primeiro dos amigos e depois encontrar pessoas do meio para fazer uma leitura crítica.






Obrigada, Ana!! sucesso cada vez mais!

Quem quiser saber mais sobre a Ana Cristina Melo é só acessar aqui: http://caixadedesejos.wordpress.com/




Beijos,

Edi *_*


9 comentários:

Jon on 21 de julho de 2010 às 18:45 disse...

Passando aqui pra dizer q foi uma bela entrevista Edi :)
Que venham outras ^^

Anônimo disse...

Adorei a entrevista!!!!

É tão bom conhecer mais de perto nossos autores nacionais ;)

Lariane on 22 de julho de 2010 às 13:12 disse...

q chique *-*

Anônimo disse...

A Ana é muito fofa, né?
E seu livro mais fofo ainda.

Adorei a entrevista, Edi.

Beijos.

Anônimo disse...

AAh, eu gosto de ler entrevistas :)
Os autores são sempre bacana.
Não li ainda "Caixa de Desejos" mas só li coisas fofas sobre ele ^^

Unknown on 24 de julho de 2010 às 16:24 disse...

Parabéns pela bela entrevista!
Gostei muito.

Fernanda Assis on 25 de julho de 2010 às 12:07 disse...

Ei Edi,

Ainda não li o livro mas gostei muito da entrevista, ótima perguntas :)

bjo

Dominique Sampaio on 25 de julho de 2010 às 16:59 disse...

Que fofa! Adorei a entrevista.

sabrina on 28 de julho de 2010 às 07:15 disse...

Adorei, Edi!!! ^_^

Um livro tão fof asim só pode ter vindo de uma pessoa mais fofa ainda, pelo que pude ver! ^_^

(...)Saber que tudo que eu desejei passar está sendo captado pelo leitor, sem distinção de idade, nem de sexo, foi o grande reconhecimento que recebi.

Sucesso e muito mais realizações!
bjusssssss

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