Oi, gente!
Tudo certinho?
Sempre que posso, trago uma entrevista para vocês aqui no Ediverdade, certo? E hoje, tenho a honra de trazer a escritora do livro Caixa de Desejos, Ana Cristina melo! Quem ainda não leu a resenha sobre Caixa de Desejos, sugiro que clique AQUI!
Ana Cristina me atendeu carinhosamente! Obrigada Ana!
Então, vamos ao que realmente interessa?
Sentadinhos na poltrona ou deitadinhos na caminha, espero que curtem a entrevista que foi feita com muito carinho, especialmente para vocês, meus leitores queridos!
01- Quais livros marcaram sua
infância e adolescência?
Ana: Não tive influências da época de
infância, pois elas vieram todas na fase adulta, mas posso dizer que um livro
que me marcou na infância foi “A bruxinha que era boa”, de Maria Clara Machado.
Pude viver literalmente esse texto, porque o encenei na escola, ainda no
primário. Depois, me encantei pelos livros do Marcos Rey e vários outros da
coleção Vaga-lume. Depois conheci a Emília e toda turma do Sítio, e não esqueci
jamais.
Na adolescência, meu tempo foi tomado pelas
leituras técnicas (de Informática), pois aos quinze anos eu já trabalhava como
professora na área. Então, para relaxar, me deleitava com Danielle Steel e
Sidney Sheldon.
Chegando à fase adulta, descobri Fernando
Sabino, Machado de Assis, Clarice Lispector e Lygia Bojunga, autores por quem
sou apaixonada.
02- Como você começou a escrever?
Ana: Escrevo desde menina, quando tinha
nove anos. Parei durante muito tempo, em razão da Informática, mas retomei com
força há cerca de seis anos.
Minha filha havia acabado de nascer e eu
estava vivendo esse momento de uma forma muito plena. Quando retornei da
licença maternidade, percebi que minha profissão não estava me dando essa
plenitude. É como se eu tivesse voltado com a visão dilatada. Não precisou
muito para eu entender que a parte distorcida que eu começava a enxergar era
que me faltava a literatura. Faltava eu me entregar a ela e, principalmente, à
escrita, resgatando a paixão adormecida.
03- Como nascem suas histórias e personagens?
Ana: Eu tenho por hábito escrever mesmo
quando não estou escrevendo. Explico. Quando ando pelas ruas, enquanto faço uma
refeição (se estiver só) ou em vários outros momentos do cotidiano, deixo minha
mente entrar num outro plano, em que as percepções estão mais aguçadas. Assim,
surgem as ideias ou os fragmentos de histórias, que logo corro e anoto no meu
caderninho inseparável.
Já meus personagens têm vontade própria
(rs). Normalmente, eu não os planejo, apenas deixo que eles se apresentem e se
revelem para mim. E assim tem dado certo.
04- Como foi o processo de criação do livro Caixa de Desejos?
Ana: Por eu ter outra profissão, fico com
o horário muito reduzido para a literatura, contando que ainda preciso de tempo
para dar atenção à minha família. Então, normalmente, uso a hora do almoço, em
que me refugio na nova Biblioteca da ABL, e o trajeto de casa para o trabalho e
o final da noite.
Algo que é interessante saber é que eu
escrevo à mão, com caderno e caneta, que são cuidadosamente escolhidos na minha
fábrica de doces – a papelaria (rs).
Na prática, para o livro Caixa de
Desejos, relacionei meus personagens, suas idades e características, em que
tempo a história se passava, e em que espaço. Faço isso, mesmo que não use
explicitamente no texto, mas eu preciso saber. Depois, foi encontrar a primeira
frase, para deixar que ela me conduzisse pelos caminhos da história.
05- Você se inspirou em alguém para criar a personagem Marília?
Ana: A Marília não foi inspirada em
ninguém, mas devo confessar que, inconscientemente, emprestei a ela algumas
características da menina Ana Cristina, principalmente a paixão pelos
livros.
06- Caixa de Desejos terá continuação?
Ana: Pois é, quando escrevi Caixa de
Desejos, a história para mim estava encerrada. Mas os leitores sentiram falta
de acompanhar essa nova fase da Marília e da Francine. Então, elas são tão
especiais, que “me disseram” que topam continuar contando a vida delas. Dessa
forma, sim, teremos a continuação de Caixa de Desejos.
07- Caixa de Desejos está sendo muito bem avaliado. Como você se sente, sabendo que além das crianças, os jovens e adultos também curtem a estória de Marília?
Ana: Nossa, isso tem sido uma grande
felicidade. Quando escrevi Caixa de Desejos, me propus trabalhar uma linguagem atemporal
e falar de um tema que toca a todos: os sonhos. Saber que tudo que eu desejei
passar está sendo captado pelo leitor, sem distinção de idade, nem de sexo, foi
o grande reconhecimento que recebi.
08- Você acha que os jovens brasileiros estão lendo cada vez mais e estão mais críticos em relação ao que leem?
Ana: Acho, sim, que eles estão lendo
mais. Tivemos um hiato nessa relação autor-leitor, devido à atração que a
televisão, o vídeo-game e a internet trouxeram. Mas, aos poucos, os jovens
foram percebendo que, primeiro, dá para conciliar todas essas diversões,
extraindo o mais prazeroso de cada uma; e, segundo, ler um livro é uma
experiência maravilhosa e única. O que o livro provoca em um leitor não é o
mesmo que provocará em outro.
Agora, para que os jovens se tornem mais
críticos é preciso ler mais. A diversidade e a quantidade levam a perceber os
níveis de qualidade de uma obra.
09- Qual ou quais livros você está lendo no momento?
Ana: Normalmente leio vários livros ao
mesmo tempo. Tento ler um livro de contos que me permita leituras fragmentadas,
um romance, um infantojuvenil e um de teoria.
Então, atualmente estou lendo: A dama e o cachorrinho, de Anton
Tchékov, Paisagem com Dromedário de
Carola Saavedra, Meu pai não mora mais
aqui, de Caio Riter e De Lobato a
Bojunga, de Laura Sandroni.
10- Para finalizar, qual a dica você dá para quem deseja escrever um livro?
Ana: Quem quer escrever, precisa antes
ler muito. Ler, primeiro, um pouco de todos os gêneros. Ler teoria literária, e
aperfeiçoar a leitura crítica, que desconstrói o texto, que mostra as soluções
de cada autor e o seu estilo. E, principalmente, ler os contemporâneos. Não dá
para ser um escritor sem saber o que está sendo produzido colateralmente.
Importante também é escrever sempre, todo
dia, mesmo que seja só um pouquinho. Depois, participar de concursos
literários, pedir a leitura primeiro dos amigos e depois encontrar pessoas do
meio para fazer uma leitura crítica.
Obrigada, Ana!! sucesso cada vez mais!
Quem quiser saber mais sobre a Ana Cristina Melo é só acessar aqui: http://caixadedesejos.wordpress.com/
Beijos,
Edi *_*

9 comentários:
Passando aqui pra dizer q foi uma bela entrevista Edi :)
Que venham outras ^^
Adorei a entrevista!!!!
É tão bom conhecer mais de perto nossos autores nacionais ;)
q chique *-*
A Ana é muito fofa, né?
E seu livro mais fofo ainda.
Adorei a entrevista, Edi.
Beijos.
AAh, eu gosto de ler entrevistas :)
Os autores são sempre bacana.
Não li ainda "Caixa de Desejos" mas só li coisas fofas sobre ele ^^
Parabéns pela bela entrevista!
Gostei muito.
Ei Edi,
Ainda não li o livro mas gostei muito da entrevista, ótima perguntas :)
bjo
Que fofa! Adorei a entrevista.
Adorei, Edi!!! ^_^
Um livro tão fof asim só pode ter vindo de uma pessoa mais fofa ainda, pelo que pude ver! ^_^
(...)Saber que tudo que eu desejei passar está sendo captado pelo leitor, sem distinção de idade, nem de sexo, foi o grande reconhecimento que recebi.
Sucesso e muito mais realizações!
bjusssssss
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