Sexta --feira passada, eu li em sala de aula (turma de 5ª série) vários contos de uma escritora brasileira chamada índigo.
São contos leves, engraçados para crianças, jovens e adultos. Cada conto que lia, ia rindo na mesma proporção. Muito engraçado."Algumas histórias são da infância, época de imaginação desenfreada e de muitas descobertas; outras de vida adulta, tempo de experiências variadas e curiosas".
Espero que vocês curtem este conto assim como eu e meus alunos curtimos.
Gatos não são bola
Em dias de chuva meu irmão e eu sofríamos de um tipo de tédio eufórico. Não tinha brincadeira que nos saciasse. Era um tédio que sempre resultava em dor. Uma vez inventamos de jogar o gato um no outro e pegá-lo antes que caísse no chão. Meu azar foi que o gato perdeu a paciência justo na minha vez de pegá-lo. Fincou as garras nas minhas bochechas e foi descendo, rasgando minha pele no caminho.
Doeu.
Mas dor maior foi durante a minha primeira comunhão, no dia seguinte. O padre rezou a missa inteira sem desgrudar os olhos de mim. Não teve bata branca, coroa de flores ou asinha de algodão que tirasse a atenção do meu rosto de poltergeist.Na hora das fotos, o padre me botou atrás do menino mais alto da turma. E quanto mais eu chorava baixinho, mais ardia. Eu só queria cavar um buraco e ir para o inferno, de vez.
Quando terminou a cerimônia não quis saber de bolo, festinha, nada.Fui para casa e passei a tarde em frente ao espelho, olhando para o rosto rasgado.
Cheguei a três conclusões:
Primeiro, que o céu é uma grande besteira.
Segundo, que Deus tinha algo pessoal contra mim.
Terceiro, que o gato era inocente.
Conto retirado do livro "Cobras em compota" da escritora índigo
14 comentários:
Que legal, kkk
Coitada!
Mais travessura de criança sempre acaba numa marca pra se lembrar sempre, kkkk
Boa, amiga!
Hahahahah que pestinha!!!!!
Tadico do gato!! hahahaha
E pobre da mãe dessa infante! hahahaha
Adorei, Edi! XD
Oi, Edi.
Adorei esse conto!
Adoro contos, não importando se é infantil ou não.
Nossa! Pobre bichano!
E pobre criança! Que situação! Brincadeira de criança sempre acaba mal e deixa sempre uma marca profunda no emocional!!!
Já pensou? Pobre criatura!!!
E o gato foi muito travesso! rsrsrs.
Beijos.
Adorei o conto HAHA
tenho trauma de gato, uma vez qdo era pequena, um fez xixi em mim, enquanto estava no meu colo e eu taquei ele pela janela.
Detalhe: da janela onde eu joguei ele, era meio alto, mas ele deve ter caido de pé mesmo, então nem rola um remorso básico, rs
E também acho gato um bicho mto temperamental, rs
beijos
kkkkkkkkkkk
Rindo muito aqui.
Delicioso o conto, Edi.
Adorei.
Beijo.
Bianca
Rindo ALTO
kkkkkkkk
Fiquei com dó, mas foi engraçado, kkkkkk.
Só você mesmo Edii. ^^
Que bom meninas que gostaram kkkkk
Adorei cada comentário aqui!
:):)
Que bom que ele se ferrou... kkkkkkkkkk... jogar o gato? rsrsrs!!!
Ahhh, que bom que ele chegou a conclusão [Terceiro, que o gato era inocente.]
kkkkkkkkkkkkk...
Bjjjs.
OI Edi!!!
Sentiu minha falta ? rsrsrs
Esse fim de semana foi uma correria!mas enfim...Achei o texto muito engraçado,nunca tinha visto nem ouvido falar dessa escritora,foi bom ter compartilhado conosco assim conhecemos mais uma grande escritora!
Um mega beijo amiga;*
Edi,
hauhauhau
Adorei!!! Estou adorando esta sua idéia de postar alguns contos.
Quero mais deste livro O.O
bjoo
visita retribuída... kkkkk
bjs
amei
pode continuar postando
estou amando
rsrsr
boa semana
bjum
Adorei o conto! concordo com o teor.
Gostaria até de ler no espaço aberto,mas os "igrejeiros" não entenderão. Melhor dexaqeto.
Abraços.
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