O LIVRO
Para o protagonista de O Seminarista, matar não causa remorso, mas também não causa prazer. É apenas seu trabalho, que lhe permite se dedicar àquilo que realmente ama: livros, filmes e mulheres. Não quer saber quem é a pessoa que será eliminada, nem mesmo lê os jornais do dia seguinte.
Quando, no entanto, decide que já é hora de abandonar a profissão, descobre que não é tão imune aos efeitos de seus trabalhos e de suas escolhas como acredita ser, e tem que enfrentar fantasmas de um passado que pensa ter superado. Em seu décimo primeiro romance, Rubem Fonseca mais uma vez se mostra um dos mestres da narrativa brasileira, conciso e intenso, capaz de manter a tensão a cada página.
o Zé é um ex-seminarista. Preenche sua narração com citações em latim aqui acolá, nem sempre com segurança, mas pomposo. É também cioso de sua suposta linhagem nobre:
(…) minha ascendência é longa, começa na batalha de
Alcácer-Quibir, travada em 4 de agosto de 1538. Foi nessa batalha que
D. Sebastião, o nosso rei, quer dizer, o rei dos meus bisas e tataras,
desapareceu e Portugal se fodeu.
De sangue azul ou não, o fato é que o ex-seminarista debandou para
o ateísmo, diz que não perde mais tempo pensando nas coisas do céu e
inferno, e quando está no balcão de uma delicatéssem esperando a futura
namorada:
Sentei no balcão e coloquei no banco ao meu lado o livro que levava, “The God Delusion”, para que ninguém sentasse ali.
Minha humilde opinião: Para mim, é um livro com uma narrativa perfeita! Ao mesmo tempo que é simples, é rica em conteúdo. Me prendeu do início ao fim (pena que acabou tão cedo).
Cada página foi "devorada" com curiosidade e assiduidade.
Um personagem simpático, inteligente, sarcástico e por que não engraçado com suas citações em latim. As citações me cativaram! ADOREI!
O enredo brilhantemente bem elaborado, a narrativa em primeira pessoa perfeita! O "especialista "nos contando seus crimes, dá um certo ar de "coisa real" mesmo. Ele mata seu "freguês" sempre com um tiro na cabeça, diz que assim ele não sente dor...morte istantânea.
Sua paixão pelos livros, por um bom vinho e seu amor por Kirsten foi de bom à excelente, valeu Rubem Fonseca pela belíssima obra!
Eu indico! Não percam esta história por nada, gente!!!

2 comentários:
Oi Edi
Parece ser muito interessante,ficou a dica,bjosssssss
Bela dica, uma narativa muito boa e gostosa de ser aprreciada, bjs
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