06/02/2010

Imagine...



Que um belo dia você é convidado para ir ao aniversário de seu amigo. Lá lhe servem do bom e do melhor. Bastante comida saborosa e bebidas a escolher.
Depois de experimentar cerveja, vinho e uísque, opta pela já acostumada “loirinha” e toma quase todas, não chega a todas porque ainda consegue lembrar de compromissos para o dia seguinte.
Muito bem! Digamos que uma “engov” tenha surtido efeito e você amanheceu sem aqueles conhecidos sintomas da desgraçada da ressaca. Dessa vez nem será preciso dizer que não beberá mais! Portanto, às tarefas!
Assim, dirige-se a um banco público para pagar a conta do imóvel, sendo que já com atraso só se pode pagar naquele conhecido banco que se saca o FGTS, seguro-desemprego, recebe-se o bolsa-família, financia habitação, enfim...E para este, tempo máximo de permanência em fila nunca foi estabelecido em lei.
Com a senha em mãos, depois de 20 minutos de espera, e com a sensação de que a fila não anda,você começa a ter calafrios. Logo percebe que algo mais está por vir. Bate um desespero!
Olha para um lado e para outro, só o que vê são rostos aborrecidos e pessoas espremidas numa fila que não se sabe ao certo onde termina.
Não resta tempo para muitas reflexões. Decisões precisam ser tomadas rapidamente!
Você, então, dirige-se ao guarda que o informa não existir sanitário público na agência e que o único existente para ser usado precisa de autorização da gerência. Com o tempo cada vez menor e o calafrio aumentando, você já nem sabe se algo já escorreu para a cueca.
O desespero é grande, mas o sentimento de impotência e vergonha não são menores.
Nesse momento ainda dá para decidir entre as alternativas:
1-       Conseguir falar com o gerente, obter autorização, mas sem saber se valerá a pena;
2-      Sair correndo até em casa  com a certeza de chegar todo sujo;
3-      Sair batendo de porta em porta, mas com a possibilidade de ser confundido com um bandido.
Mas não se preocupe! Não precisará responder agora!
É por essa e outras que acho inadmissível que espaços públicos como agências bancárias não disponham de decentes banheiros para uso de seus funcionários e clientes, de modo a evitar que tais constrangimentos ocorram, afinal, nem tudo avisa com antecedência quando virá!      
 * Prof° Msc. Aldenir Rocha

1 comentários:

Edilza Pinheiro on 6 de fevereiro de 2010 às 15:00 disse...

kkkkk Imaginei a cena agora e vc como protagonista..é lógico.

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