
Benedito José Viana da Costa Nunes (Belém, 21 de novembro de 1929) é um filósofo e escritor brasileiro.
Foi um dos fundadores da Faculdade de Filosofia do Pará, que depois foi incorporada à Universidade Federal do Pará - UFPA. Ensinou literatura e filosofia em outras universidades do Brasil, da França e dos Estados Unidos. Escreveu artigos e ensaios para jornais e publicações locais, nacionais e internacionais. Aposentou-se como professor titular de Filosofia pela UFPA, tendo recebido o título de Professor Emérito em 1998. No mesmo ano, foi um dos ganhadores do Prêmio Multicultural Estadão.
É autor de O drama da Linguagem, uma leitura de Clarice Lispector; O tempo na narrativa; Introdução à Filosofia da Arte; O dorso do tigre (ensaios literários e filosóficos); João Cabral de Melo Neto (Coleção Poetas Modernos do Brasil); Oswald Canibal (Coleção Elos); Passagem para o poético; A filsofia contemporânea; No tempo do niilismo e outros ensaios e Crivo de Papel (ensaios literários e filosóficos).
Benedito Nunes recebeu o Prêmio Jabuti de Literatura em 1987.
Obras
- Passagem para o poético - Filosofia e Poesia em Heidegger, 1968;
- O Dorso do Tigre (Coleção Debates - ensaios literários e filosóficos), 1969;
- João Cabral de Melo Neto (Coleção Poetas Modernos do Brasil), 1974;
- Oswald Canibal (Coleção Elos), 1979;
- O tempo na narrativa, 1988;
- O drama da linguagem - Uma leitura de Clarice Lispector, 1989;
- Introdução à Filosofia da Arte, 1989;
- A Filosofia Contemporânea, 1991;
- No tempo do niilismo e outros ensaios, 1993;
- Crivo de papel (ensaios literários e filosóficos), 1998;
- Hermenêutica e poesia - O pensamento poético, 1999;
- Dois Ensaios e Duas Lembranças, 2000;
- O Nietzsche de Heidegger, 2000;
- Heidegger e Ser e Tempo, 2002;
- Crônica de Duas Cidades - Belém e Manaus, 2006 - em coautoria com Milton Hatoum.
Dalcídio Jurandir Ramos Pereira (Ponta de Pedras, ilha do Marajó, Pará, 10 de janeiro de 1909 — 16 de junho de 1979) foi um romancista brasileiro. Dalcídio estudou em Belém, até 1927.
Em 1928 partiu para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como revisor, na revista Fon-Fon. Em 1931 retornou para Belém. Foi nomeado auxiliar de gabinete da Interventoria do Estado. Escreveu para vários jornais e revistas.
Militante comunista, foi preso em 1936, permanecendo dois meses no cárcere. Em 1937 foi preso novamente, e ficou quatro meses retido, retornando somente em 1939 para o Marajó, como inspetor escolar.
Escreveu para vários veículos e acabou como repórter da Imprensa Popular, em 1950. Nos anos seguintes viajou à União Soviética, Chile e publicou o restante de sua obra, inclusive em outros idiomas.
Em 1972, a Academia Brasileira de Letras concede ao autor o Prêmio Machado de Assis, entregue por Jorge Amado, pelo conjunto de sua obra.
Em 2001, concorreu com outras personalidades ao título de "Paraense do Século". No mesmo ano, em novembro, foi realizado o Colóquio Dalcídio Jurandir, homenagem aos 60 anos da primeira publicação de Chove nos Campos de Cachoeira.
Em 2008, o Governo do Estado do Pará instituiu o Prêmio de Literatura Dalcídio Jurandir.
Em 2009 comemorar-se-á o centenário do escritor e estão sendo realizadas campanhas para que até lá todos os seus livros sejam novamente publicados.
Obras de Dalcídio Jurandir
- Série Extremo-Norte
- Chove nos Campos de Cachoeira (1941)
- Marajó (1947)
- Três Casas e um Rio (1958)
- Belém do Grão Pará (1960)
- Passagem dos Inocentes (1963)
- Primeira Manhã (1968)
- Ponte do Galo (1971)
- Os Habitantes (1976)
- Chão dos Lobos (1976)
- Ribanceira (1978)
- Série Extremo-Sul
- Linha do Parque (1959)
- Publicações póstumas
- Passagem dos inocentes – Editora Falângola, 1984
- Chove nos campos de Cachoeira – Editora Cejup, 1991
- Marajó – Editora Cejup, 1992
- Três casas e um rio, Editora Cejup, 1994
- Belém do Grão-Pará - Edufpa/Casa de Rui Barbosa, 2004
Barro do princípio do mundo
"Trabalhando o barro do princípio do mundo, do grande rio, a floresta e o povo das barrancas, dos povoados, das ilhas, da ilha de Marajó, ele o faz com a dignidade de um verdadeiro escritor, pleno de sutileza e de ternura na análise e no levantamento da humanidade paraense, amazônica, da criança e dos adultos, da vida por vezes quase tímida ante o mundo extraordinário onde ela se afirma." (Jorge Amado, Saudação a Dalcídio Jurandir).Eneida de Moraes (Belém, 23 de outubro de 1904 — Rio de janeiro, 27 de abril de 1971), ou simplesmente Eneida foi uma jornalista, escritora e pesquisadora do carnaval carioca.
Nos anos 30 participou ativamente da vida política brasileira. Em 1932 filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro [1]. Presa em 1935, foi mandada para a Casa de Correção do Rio de Janeiro por causa da sua militância política. Graciliano Ramos a imortalizou em Memórias do Cárcere.
Escreveu História do carnaval carioca, a primeira grande obra sobre este assunto, que estabeleceria as principais categorias do carnaval brasileiro ao definir o conceito de cordões, corso, ranchos, sociedades e entrudo, entre tantos outros. Foi criadora do baile do Pierrot no Rio de Janeiro e em Belém.
A escola de samba Salgueiro, teve a jornalista como tema do enredo de 1973: Eneida, amor e fantasia.
Em Belém, o Império de Samba Quem São Eles dedicou também a ela o samba-enredo Eneida sempre amor...
Obras
- História do carnaval carioca
- Terra verde, poesia;
- O quarteirão, crônicas;
- Paris e outros sonhos, crônicas;
- Sujinho da terra, crônicas;
- Cão da madrugada, crônicas;
- Aruanda, crônicas;
O autor faleceu em Piabetá (RJ), no dia 15/07/2004, e foi enterrado na cidade do Rio de Janeiro.
Algumas obras:
“A Estranha Xícara” (1968),
“Chapéu de Três Bicos” (1975),
“Vôo de Galinha” (1980),
“A Morte de Haroldo Maranhão” (1981)/Prêmio União Brasileira de Escritores - SP,
“O Tetraneto Del Rey — O Torto: suas idas e vindas” (1982)/Prêmio Guimarães Rosa (1980), “Hors Concours” do Prêmio Fernando Chinaglia (1981),
“As Peles Frias” (1983)/Prêmio Instituto Nacional do Livro,
“Flauta de Bambu” (1983)/Prêmio Nacional Mobral de Crônicas e Contos,
“Os Anões” (1983)/Prêmio José Lins do Rego,
“A Porta Mágica” (1983)/Prêmio Vértice de Literatura, em Coimbra (Portugal),
“Jogos Infantis” (1986),
“Rio de Raivas” (1987),
“Senhores & Senhoras” (1989),
“Cabelos no Coração” (1990),
“Memorial do Fim” (1991).
Na área infanto-juvenil, publicou:
“Dicionarinho Maluco” (1984),.
“O Começo da Cuca” (1985),
“Quem Roubou o Bisão?” (1986),
“A Árvore é uma Vaca” (1986).
A novela “Miguel Miguel” e o livro “A Porta Mágica” foram indicados como leituras obrigatórias para os vestibulares da Universidade Federal do Pará e Universidade da Amazônia.
Música:
Em parceria com o músico Caco Velho, foi autor do samba “Esterzinha Bueno”.
Benedicto Wilfred Monteiro (Alenquer,1 de março de 1924 — Belém, 15 de junho de 2008) foi um escritor, jornalista, advogado e político brasileiro.
Biografia
Filho de Ludgero Burlamaqui Monteiro e Heribertina Batista Monteiro, cursou o primário no grupo escolar de Alenquer e o curso de humanidades no Colégio Marista Nossa Senhora de Nazaré, em Belém.Cursou o científico no Colégio Rabelo, iniciando também os seus estudos de Direito na Universidade do Brasil. Diplomou-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Pará. Exerceu a magistratura e o Ministério Público. Foi eleito deputado estadual por duas legislaturas. Foi também secretário de Estado de Obras, Terras e Águas. Foi cassado durante o Golpe Militar de 1964.
Publicou em 1945, no Rio de Janeiro, o seu primeiro livro de poesias, Bandeira Branca. As obras de Benedicto Monteiro são dedicadas ao fabuloso Verde Vagomundo da Amazônia.
Na sua terra natal, exerceu a vereança e funções judiciárias. Deputado estadual e federal (Assembléia Nacional Constituinte), foi também procurador-geral do Estado e secretário de obras. E em seus últimos anos, foi advogado militante.
Casado, teve cinco filhos. Foi membro da Academia Paraense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Pará e da Academia Paraense de Jornalismo.
Obras
- Bandeira branca (1945)
- Verde vago mundo
- O minossauro
- A terceira margem
- Aquele um
- O carro dos milagres
- Direito agrário e processo fundiário
- O cancioneiro
- Transtempo
- Maria de todos os rios
- Como se faz um guerrilheiro
- Discurso sobre a corda
- Poesia do texto
- Aruanã
- Cobra-grande
- Estudos regionais
- A terceira dimensão da mulher
- História do Pará
- Belém vista por Miguel
- Ecologia e Amazônia
Tetralogia Amazônica
- Verde vagomundo
- O minossauro
- A terceira Margem
- Aquele um




0 comentários:
Postar um comentário
Diz aí!